Belo lanche que se fez aqui no meu restaurante.
Petiscos óptimos!
Queijos bons.
Doces fresquinhos.
Só histórias de vida.
Cruzadas umas nas outras.
Assim se criam grandes amizades.
Assim se vão desvendando as pessoas que nos rodeiam!
Tive especial gosto pelo requeijão com doce de abóbora. e vocês-?
15 de janeiro de 2010
Ópera dos jovens intérpretes.
Que belas vozes.
Jovens intérpretes.
Ópera no São Carlos.
Grande estreia.
Excelente pianista! oh!! querido maestro!
Assim se vê que ainda existem grandes talentos por aí escondidos á espera de uma oportunidade para brilhar, como vi ontém numa das grandes estreias do teatro São Carlos.
Penas como chic. e tosse por improviso.
Eu gostei.
Espero que tu também.
Jovens intérpretes.
Ópera no São Carlos.
Grande estreia.
Excelente pianista! oh!! querido maestro!
Assim se vê que ainda existem grandes talentos por aí escondidos á espera de uma oportunidade para brilhar, como vi ontém numa das grandes estreias do teatro São Carlos.
Penas como chic. e tosse por improviso.
Eu gostei.
Espero que tu também.
13 de janeiro de 2010
a Luz
Pois é aquele medo...ai...ai.
quando passo por o nosso redondo encontro sempre aquele nosso comum cheiro familiar. não se percebe como chove e depois de se falar e acreditar no que se diz o sol aparece.
a força da natureza promete em nós.
sentir aqueles gritos de uns animais selvagens desconhecidos e apertar as mãos e ao mesmo tempo chorar pelo bonito que sonhamos.
as velas caiem e o branco propaga-se por toda a nossa aura.
gritar, chorar ou rir.
nada sabemos, nada somos e tudo ambicionamos. andar com o carro para a frente e ver um sol mal visto no meio da trovoada.
sentir o sal grosso no tecido e aspirá-lo com o vento.
abrir o chuveiro e arder brancas como se fosse a salvação. sonhar em conjunto e abrir os olhos com medo de que seja verdade.
adivinhar o passado e prevenir o futuro.
e a música que nos cobre para não ter-mos frio já se desligou. agora geladas pela humanidade.
ai meu Deus como somos pequenos insectos que se infiltram na vida uns dos outros. porque me apareceste tu de cadeira de rodas dizendo: és bonita. Pensei que nunca nenhum animal me poderia fazer festinhas.
pensei que ela ia ter uma ataque porque tu nunca mais descias as escadas.
Sentado o meu cabelo. o teu coração comia gelado ás colheres, agora sopas. Amanhã poderá ser tarde para atravessar uma ponte que poderá cair. não sei se vês ou se tens cegueira. sei que vou correr para o vento e vou soprar as paredes como se fossem penas que se vão mover. pela força da alegria vou conseguir pintar as unhas de vermelho.
HOJE VOU Á ÓPERA.
tentar ouvir a tua voz abafada pela pele da plateia.
amanhã vou te aplaudir, quando tiveres por aí um momento para rezar. depois de voar pela estrada iremos cavar a nossa mesa do piquenique. o tio. os cães vão ser amigos. por mais um caminho que ainda tenho de fazer. estará para breve. aprender por mar. cheirar por terra. vou-me vestir, vou sair de casa e vou-te perseguir. tu me guiarás onde estiveres. não lhe posso dizer nada, pois só tenho uma hora para ir e voltar.
É tudo mentira, hoje chove. vou ficar aqui sentada á espera que a chave saia da porta e me deixe aquecer com o som da chuva a bater na parede que cobre a casinha.
o vento te dirá o que queres ouvir.
não prometo que a cera te não mostre o que não queres ver.
quando passo por o nosso redondo encontro sempre aquele nosso comum cheiro familiar. não se percebe como chove e depois de se falar e acreditar no que se diz o sol aparece.
a força da natureza promete em nós.
sentir aqueles gritos de uns animais selvagens desconhecidos e apertar as mãos e ao mesmo tempo chorar pelo bonito que sonhamos.
as velas caiem e o branco propaga-se por toda a nossa aura.
gritar, chorar ou rir.
nada sabemos, nada somos e tudo ambicionamos. andar com o carro para a frente e ver um sol mal visto no meio da trovoada.
sentir o sal grosso no tecido e aspirá-lo com o vento.
abrir o chuveiro e arder brancas como se fosse a salvação. sonhar em conjunto e abrir os olhos com medo de que seja verdade.
adivinhar o passado e prevenir o futuro.
e a música que nos cobre para não ter-mos frio já se desligou. agora geladas pela humanidade.
ai meu Deus como somos pequenos insectos que se infiltram na vida uns dos outros. porque me apareceste tu de cadeira de rodas dizendo: és bonita. Pensei que nunca nenhum animal me poderia fazer festinhas.
pensei que ela ia ter uma ataque porque tu nunca mais descias as escadas.
Sentado o meu cabelo. o teu coração comia gelado ás colheres, agora sopas. Amanhã poderá ser tarde para atravessar uma ponte que poderá cair. não sei se vês ou se tens cegueira. sei que vou correr para o vento e vou soprar as paredes como se fossem penas que se vão mover. pela força da alegria vou conseguir pintar as unhas de vermelho.
HOJE VOU Á ÓPERA.
tentar ouvir a tua voz abafada pela pele da plateia.
amanhã vou te aplaudir, quando tiveres por aí um momento para rezar. depois de voar pela estrada iremos cavar a nossa mesa do piquenique. o tio. os cães vão ser amigos. por mais um caminho que ainda tenho de fazer. estará para breve. aprender por mar. cheirar por terra. vou-me vestir, vou sair de casa e vou-te perseguir. tu me guiarás onde estiveres. não lhe posso dizer nada, pois só tenho uma hora para ir e voltar.
É tudo mentira, hoje chove. vou ficar aqui sentada á espera que a chave saia da porta e me deixe aquecer com o som da chuva a bater na parede que cobre a casinha.
o vento te dirá o que queres ouvir.
não prometo que a cera te não mostre o que não queres ver.
Día de Inocentes 1936.
Morir soñando, sí, mas si se sueña
morir, la muerte es sueño; una ventana
hacia el vacío; no soñar; nirvana;
del tiempo al fin la eternidad se adueña.
Vivir el día de hoy bajo la enseña
del ayer deshaciéndose en mañana;
vivir encadenado a la desgana
?es acaso vivir? ? Y esto qué enseña?
? Soñar la muerte no es matar el sueño ?
? Vivir el sueño no es matar la vida?
? a qué poner en ello tanto empeño?:
aprender lo que al puno al fin se olvida
escudriñando el implacable ceño
____cielo desierto____del eterno Dueño?
morir, la muerte es sueño; una ventana
hacia el vacío; no soñar; nirvana;
del tiempo al fin la eternidad se adueña.
Vivir el día de hoy bajo la enseña
del ayer deshaciéndose en mañana;
vivir encadenado a la desgana
?es acaso vivir? ? Y esto qué enseña?
? Soñar la muerte no es matar el sueño ?
? Vivir el sueño no es matar la vida?
? a qué poner en ello tanto empeño?:
aprender lo que al puno al fin se olvida
escudriñando el implacable ceño
____cielo desierto____del eterno Dueño?
RIO
Querer atirar-me para dentro de um rio.
O meu intuito quando entrar na água não é regressar á barragem.
É permanecer lá dentro.
O meu intuito quando entrar na água não é regressar á barragem.
É permanecer lá dentro.
12 de janeiro de 2010
O destino desconhecido
Este destino desconhecido foi uma autêntica surpresa.
Por o avião muita turbulência passou e muito e muito medo se acumulou.
Chegada ao bom tempo e ao método do chic.
Um ambiente de bom viver e alto nível de vida.
Jantar de recepção aos meus vinte anos resultou numa bela Paelha acompanhada por um suave e leve Faustino.
Mais tarde chegando ao nosso posto cantou-se o Bafé e o ..... .
Nos dias seguintes continuou o desvendar de um pequeno mundo.
E museus, e lojas, a catedral, as ruas antigas de origem marroquina e mais petiscos saborosos.
Assim se foi passando o tempo, com muitas gargalhadas e muitas caminhadas.
Chegou o dia de vir embora e chegando ao aeroporto de Lisboa deparámo-nos com o péssimo estado das nuvens.
Só ambicionávamos regressar ao destino abandonado.
Mas mais uma vez enfrentámos a realidade e mais uma vez se fez a pequena viagem até aos Algarves.
Onde resultou uma semana de descontracção.
Por o avião muita turbulência passou e muito e muito medo se acumulou.
Chegada ao bom tempo e ao método do chic.
Um ambiente de bom viver e alto nível de vida.
Jantar de recepção aos meus vinte anos resultou numa bela Paelha acompanhada por um suave e leve Faustino.
Mais tarde chegando ao nosso posto cantou-se o Bafé e o ..... .
Nos dias seguintes continuou o desvendar de um pequeno mundo.
E museus, e lojas, a catedral, as ruas antigas de origem marroquina e mais petiscos saborosos.
Assim se foi passando o tempo, com muitas gargalhadas e muitas caminhadas.
Chegou o dia de vir embora e chegando ao aeroporto de Lisboa deparámo-nos com o péssimo estado das nuvens.
Só ambicionávamos regressar ao destino abandonado.
Mas mais uma vez enfrentámos a realidade e mais uma vez se fez a pequena viagem até aos Algarves.
Onde resultou uma semana de descontracção.
14 de dezembro de 2009
É errado não mudar.
É errado continuarmos numa vida que não nos é feliz.
É errado ver pessoas a sofrer pela maldade dos outros.
É errado ver os outros pobres a pedir.
É errado ser-mos obrigados a seguir em frente quando queremos virar.
É errado continuarmos a tratar bem o mundo, quando ele é cruel conosco. sentir que somos úteis na vida de alguém é o sonho de qualquer um. saber que temos sempre aquela mão amiga é o sonho de qualquer um. não ter um pai é uma mágoa para toda a vida. não ter um avô é um desgosto profundo. não ter uma avó é uma mágoa de injustiça. não ter as tias avós de sempre é uma falha que perdura. não ter a árvore genealógica composta é ter medo de viver. é sentir que não aguentamos ver ou sentir sequer o mal. não enfrentar os problemas da crueldade do dia a dia. é tentar ajudar os outros e passado algum tempo desistir porque estamos fracos.
é triste não lutar mais pelas vidas, mas elas já partiram e nunca mais voltam. deixai-os ir.
mais é difícil separarmo-nos de quem nos fazia tanto bem.
agora sentimos a mágoa. sentir um vazio, como quem ficou esgotado de perdas.
como quem só tem bem para dar e receber.
quando o mal se aproxima desiste e sofre como uma mártire sem destino nem força.
O desejo é mudar.
ouvir a música de quem nos faz bem.
é errado não mudar o mal.
é errado continuar a creditar que somos fortes para tudo.
é errado não seguirmos o caminho que nos guiam.
tomar acção e gostar mais do mal para o bem.
É errado ver pessoas a sofrer pela maldade dos outros.
É errado ver os outros pobres a pedir.
É errado ser-mos obrigados a seguir em frente quando queremos virar.
É errado continuarmos a tratar bem o mundo, quando ele é cruel conosco. sentir que somos úteis na vida de alguém é o sonho de qualquer um. saber que temos sempre aquela mão amiga é o sonho de qualquer um. não ter um pai é uma mágoa para toda a vida. não ter um avô é um desgosto profundo. não ter uma avó é uma mágoa de injustiça. não ter as tias avós de sempre é uma falha que perdura. não ter a árvore genealógica composta é ter medo de viver. é sentir que não aguentamos ver ou sentir sequer o mal. não enfrentar os problemas da crueldade do dia a dia. é tentar ajudar os outros e passado algum tempo desistir porque estamos fracos.
é triste não lutar mais pelas vidas, mas elas já partiram e nunca mais voltam. deixai-os ir.
mais é difícil separarmo-nos de quem nos fazia tanto bem.
agora sentimos a mágoa. sentir um vazio, como quem ficou esgotado de perdas.
como quem só tem bem para dar e receber.
quando o mal se aproxima desiste e sofre como uma mártire sem destino nem força.
O desejo é mudar.
ouvir a música de quem nos faz bem.
é errado não mudar o mal.
é errado continuar a creditar que somos fortes para tudo.
é errado não seguirmos o caminho que nos guiam.
tomar acção e gostar mais do mal para o bem.
5 de dezembro de 2009
Vitamina C.
Porque quando o dever obriga só me resta ficar em casa enrolada nas mantinhas.
e já agora,
acompanhada por um copo de água com vitamina C.
e já agora,
acompanhada por um copo de água com vitamina C.
30 de novembro de 2009
Digo eu e diz a história de Joan.
"Amo-te mais do que apenas mais um dia."
Dedicado aos que sabem que eu os amo.
Dedicado aos que sabem que eu os amo.
26 de novembro de 2009
O destino incerto
Como compreender todos os seres que nos rodeiam. Será que é assim tão complicado resolver todas as questões da pessoa que quer muito um destino, mas que não faz nada por ele.?
Eu sei que depende das pessoas mas.... eu sei...
Existem pessoas que consideramos intocáveis e o simples ouvir e nada dizer, é compactuar, pior ainda é trair.
Eu que há muito não chorava porque chorar era fraquejar, lá tive o meu dilúvio, a minha catarse.
Este discurso por causa do Destino da Amélia.
Nunca nos devemos arrepender daquilo que acrescentamos aos outros mas sim lamentar que não nos façam o mesmo.
O silêncio é de oiro sim, mas há que saber também o seu reverso.
Estou muito pro activa é o que é.
Ai tantas colagens e ursinhos e cor de rosa...mas ainda mais importante é o que não é físico e se guarda numa gaveta que se visita de quando em quando.
O Fabuloso Destino de ......
Que te chegue aí um molhe de Balões...que.... soltou.
Conclusão, quando fores grande......
Eu sei que depende das pessoas mas.... eu sei...
Existem pessoas que consideramos intocáveis e o simples ouvir e nada dizer, é compactuar, pior ainda é trair.
Eu que há muito não chorava porque chorar era fraquejar, lá tive o meu dilúvio, a minha catarse.
Este discurso por causa do Destino da Amélia.
Nunca nos devemos arrepender daquilo que acrescentamos aos outros mas sim lamentar que não nos façam o mesmo.
O silêncio é de oiro sim, mas há que saber também o seu reverso.
Estou muito pro activa é o que é.
Ai tantas colagens e ursinhos e cor de rosa...mas ainda mais importante é o que não é físico e se guarda numa gaveta que se visita de quando em quando.
O Fabuloso Destino de ......
Que te chegue aí um molhe de Balões...que.... soltou.
Conclusão, quando fores grande......
21 de novembro de 2009
Felicidade Instântanea
O que será a felicidade?
Depois de um dia cheio de sorrisos e actividade cultural desde "O Auto da Barca do Inferno" até ao Ballet.
Chega um momento de reflexão. Numa salinha que me é familiar, de cor roxa ou bordo como eu lhe queira chamar, junto de um vidro fininho, uma luz acolhedora, um sofá desarrumado e um texto baralhado á espera que eu o organizasse três vezes. (80..e tal folhas...).
Ter uma irmã para partilhar estes nossos momentos. Saber que o mundo é injusto e não saber o porquê.
Tu saberes enrolar um papelinho branco e eu a tentar enrolar o mesmo papelinho branco.
Um ambiente de Ámelie Poulan e de lágrimas nos olhos, por tudo o que nos rodeia que é comum.
Saber tudo e não saber nada.
Ás 2 da manhã arrasadas de tristeza quando há 1 hora atrás riamos que nem umas perdidas no meio do metro.
E agora quando te dou um abraço e saio porta fora, as lágrimas são intensas e cada vez mais não sinto ninguém á minha volta. A vontade é seguir a pé pelo caminho a andar até aparecer uma alma que me posso levar para o meu destino de uma forma segura.
Pois por este caminho de solidão e desconforto ando com um passo normal, quando aparece um carro ao meu lado.
Pára e começa a andar ao meu ritmo.
Até que, eu olho e dentro deste mesmo carro estava um homem com muito mau aspecto.
Acontece que na vida temos momentos para pensar que vamos perder tudo e que simplesmente uma pessoa que nos é desconhecida pode agarrar em nós e puff, acabou tudo!
Não sei, mas algo naquele momento me deu acção, ou gritava e acordava os vizinhos que nunca me iriam salvar ou mudava de sentido.
E foi o que fiz, parei e virei costas seguindo no sentido oposto onde seguia o suposto "ladrão".
Ele viu que eu iria começar a correr e seguiu o seu caminho nas calmas, sempre com os olhos postos naquele retrovisor meio escuro.
Passados segundos deste pequeno susto ou drama fico á deriva na rua, a andar para um lado e para outro, nem sabia qual o lado seria melhor para continuar a andar.
Nunca tinha visto, numa sexta á noite, não haver ninguém nesta rua, nem um único carro. Incrível!
Passado algum tempo aparece um táxi. A quem eu estico o braço e chamo.
Felizmente cheguei bem a casa, nem parecia real, mas a verdade é que o humano nasce bom e se transforma em mau.
Foi entrar no prédio e começar a soluçar de choro outra vez.
Que cenas da vida.
Faz-nos pensar que a felicidade é instântanea.
Ou seja, vivemos um presente muito feliz e depois passados 5 minutos já tudo pode ser diferente.
É assim que se devia pensar nas pessoas que nos são mais queridas e aproveitar toda a nossa vida para lhes dedicar todo o que pussamos.
E não estar por aí e por aqui a dizer olá a um e a outro como se tudo estivesse sempre bem e como se tivéssemos de ajudar toda a gente.
Já mandei mensagem a quem eu queria partilhar.
Deves te ter deixado dormir.
Tu sentes as minhas dores em ti.
Dizes tu que agradeces por eu fazer parte da tua vida assim desta forma, inexplicável.
E eu digo o mesmo, mas a amizade não se explica, sente-se.
E lá por sermos como irmãs não quer dizer que não podemos ir no metro e rir e encontrar uma alma que se sente ofendida pelas nossas gargalhadas.
Sejamos felizes á nossa maneira e não á maneira da forma formal do mundo comun. Devemos ter vindo de outro lado encarregadas de sorrir sempre e ajudar tudo e todos.
Mas nunca nos podemos esquecer de nós.
E é o que acontece. Temos de ter mais atenção.
A nossa felicidade nunca é instântanea. Podemos não nos ver ontém, hoje e amanhã, mas estamos sempre felizes uma pela a outra.
Depois de um dia cheio de sorrisos e actividade cultural desde "O Auto da Barca do Inferno" até ao Ballet.
Chega um momento de reflexão. Numa salinha que me é familiar, de cor roxa ou bordo como eu lhe queira chamar, junto de um vidro fininho, uma luz acolhedora, um sofá desarrumado e um texto baralhado á espera que eu o organizasse três vezes. (80..e tal folhas...).
Ter uma irmã para partilhar estes nossos momentos. Saber que o mundo é injusto e não saber o porquê.
Tu saberes enrolar um papelinho branco e eu a tentar enrolar o mesmo papelinho branco.
Um ambiente de Ámelie Poulan e de lágrimas nos olhos, por tudo o que nos rodeia que é comum.
Saber tudo e não saber nada.
Ás 2 da manhã arrasadas de tristeza quando há 1 hora atrás riamos que nem umas perdidas no meio do metro.
E agora quando te dou um abraço e saio porta fora, as lágrimas são intensas e cada vez mais não sinto ninguém á minha volta. A vontade é seguir a pé pelo caminho a andar até aparecer uma alma que me posso levar para o meu destino de uma forma segura.
Pois por este caminho de solidão e desconforto ando com um passo normal, quando aparece um carro ao meu lado.
Pára e começa a andar ao meu ritmo.
Até que, eu olho e dentro deste mesmo carro estava um homem com muito mau aspecto.
Acontece que na vida temos momentos para pensar que vamos perder tudo e que simplesmente uma pessoa que nos é desconhecida pode agarrar em nós e puff, acabou tudo!
Não sei, mas algo naquele momento me deu acção, ou gritava e acordava os vizinhos que nunca me iriam salvar ou mudava de sentido.
E foi o que fiz, parei e virei costas seguindo no sentido oposto onde seguia o suposto "ladrão".
Ele viu que eu iria começar a correr e seguiu o seu caminho nas calmas, sempre com os olhos postos naquele retrovisor meio escuro.
Passados segundos deste pequeno susto ou drama fico á deriva na rua, a andar para um lado e para outro, nem sabia qual o lado seria melhor para continuar a andar.
Nunca tinha visto, numa sexta á noite, não haver ninguém nesta rua, nem um único carro. Incrível!
Passado algum tempo aparece um táxi. A quem eu estico o braço e chamo.
Felizmente cheguei bem a casa, nem parecia real, mas a verdade é que o humano nasce bom e se transforma em mau.
Foi entrar no prédio e começar a soluçar de choro outra vez.
Que cenas da vida.
Faz-nos pensar que a felicidade é instântanea.
Ou seja, vivemos um presente muito feliz e depois passados 5 minutos já tudo pode ser diferente.
É assim que se devia pensar nas pessoas que nos são mais queridas e aproveitar toda a nossa vida para lhes dedicar todo o que pussamos.
E não estar por aí e por aqui a dizer olá a um e a outro como se tudo estivesse sempre bem e como se tivéssemos de ajudar toda a gente.
Já mandei mensagem a quem eu queria partilhar.
Deves te ter deixado dormir.
Tu sentes as minhas dores em ti.
Dizes tu que agradeces por eu fazer parte da tua vida assim desta forma, inexplicável.
E eu digo o mesmo, mas a amizade não se explica, sente-se.
E lá por sermos como irmãs não quer dizer que não podemos ir no metro e rir e encontrar uma alma que se sente ofendida pelas nossas gargalhadas.
Sejamos felizes á nossa maneira e não á maneira da forma formal do mundo comun. Devemos ter vindo de outro lado encarregadas de sorrir sempre e ajudar tudo e todos.
Mas nunca nos podemos esquecer de nós.
E é o que acontece. Temos de ter mais atenção.
A nossa felicidade nunca é instântanea. Podemos não nos ver ontém, hoje e amanhã, mas estamos sempre felizes uma pela a outra.
13 de novembro de 2009
Maria:
11 de novembro de 2009
Sorriso das Estrelas
Como eu fosse imune aos efeitos do sol, das areias e da humidade salina.
Senti que a minha alma ficava suspensa na neblina, fazendo-me regressar a uma época passada. A sensação foi como se eu fosse uma partícula de luz.
Os trabalhos de manutenção de uma vida são complicados á nossa consciência.
O meu livro dizia que a mente da tal personagem continuava agarrada à ideia de que o amor era a condição essencial de uma vida cheia e maravilhosa.
Com o passar do tempo eu questionava se eles (seres humanos) eram capazes de olhar mais além através do meu futuro cabelo branco e das rugas que escondiam a expressão novata de uma criatura sensível.
Quando era pequenina só me recordava de pular nas escadas e escorregar pela madeira oleosa.
Agora somente consigo ver o sorriso das estrelas.
A pousarem para os meus olhos e a tentar corromper a minha criatividade.
Eu sou a única hóspede do dia seguinte.
Senti que a minha alma ficava suspensa na neblina, fazendo-me regressar a uma época passada. A sensação foi como se eu fosse uma partícula de luz.
Os trabalhos de manutenção de uma vida são complicados á nossa consciência.
O meu livro dizia que a mente da tal personagem continuava agarrada à ideia de que o amor era a condição essencial de uma vida cheia e maravilhosa.
Com o passar do tempo eu questionava se eles (seres humanos) eram capazes de olhar mais além através do meu futuro cabelo branco e das rugas que escondiam a expressão novata de uma criatura sensível.
Quando era pequenina só me recordava de pular nas escadas e escorregar pela madeira oleosa.
Agora somente consigo ver o sorriso das estrelas.
A pousarem para os meus olhos e a tentar corromper a minha criatividade.
Eu sou a única hóspede do dia seguinte.
Caminhos
Realmente se pensarmos a frio reparamos que é mesmo necessário escolher um caminho.
O problema da insegurança é: por qual devemos seguir?
Esquerda ou direita?
É difícil de escolher, mas tem que se seguir em frente, mesmo quando não se opta pelo melhor caminho.
Milhões de caminhos diferentes ou só uma única opção.
Sim ou não?
E por vezes quando nos perguntam: vais ou ficas? nós nem temos uma resposta concreta.
Gostas ou não gostas?
Respondemos por ambição ou por realismo.
Tanto tempo perdido por caminhos curtos ou compridos para percorrer um bem ou um mal que não se sabe.
Para pensar bem e perceber que metade são escolhas inúteis.
A única coisa que não tem escolha é a morte.
Por que será que todas as nossas opções de vida ou respostas imediatas ou indecisões nos ocupam tanto a nossa mente ao ponto de nem dormir a pensar a melhor forma de agir.
Se o mundo desse mais valor ao pouco com que podemos sobreviver não vivia na ganância das opções e decisões a curto prazo.
Querer mais nunca foi uma vantagem.
Somos todos seres humanos.
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