6 de julho de 2009

Força


Força para vencer.
Força para encarar.
Força para sorrir.
Força para atender o telemóvel.
Força para falar.
Força para melhorar.
Força para te ajudares.
Força para te guiar.
Força para terminar.
Força para agradecer.
Força para reconhecer.
Força para ouvir.
Força para aceitar.
Força para ti.
Força para mim.
Força a todos.

Fotografias











Dedico estas três fotografias a quem as tem de receber.
Interpreta cada uma ao teu gosto e depois descreve-as.

A minha visão da luz nocturna

Porque quanto mais estafada estou, menos sono tenho.
E então, que fico na minha amável varanda até chegar o joão pestana, que nunca mais chega. Consumo-me a mim, a minha mente atrevida de alegria agora ambiciona por paz. Olho para a água e vejo o reflexo da lua. Comento a ponte que não tem trânsito, quando acaba de passar por aqui um autocarro que deve vir do aeroporto.
E ligo aquele aparelho sonoro que me leva ao irreal. Sinto o vento que te traz até perto de mim, sinto te como companheiro impotente. Bebo água para desaparecerem de mim os excessos. Penso no presente e vejo o passado feliz e infeliz. Observo os outros e noto as transformações negativas que os mudaram. Agradeço aos que me guiam. Peço desculpa aos que não consigo guiar. Sinto que não me consigo gerir. Oiço ao mesmo tempo que vejo o ar expirado todo poluído. Inspiro o puro e transformo em impureza.
Não consigo entrar na disputa do bem porque ele está dentro de mim. Atravesso a estrada e dão um papel a reflectir um momento menos bem passado, que será de certeza a tal passagem de cansaço absurdo. Encosto me a uma cadeira e sou julgada por bocejar. Dou um sorriso e recebo gritos. Dou uma certeza e recebo um encolher de ombros. Mas que mundo banal é este porque estou a passar. Completamente indescritivel. Faço acções que reflicto sobre elas. E que grande exagero de ordens de pairam por aqui e por ali. Que desperdício que rimas. Almas trabalhadas a carvão sem fumo que demonstre o horror. Consome-se porque se pensa que nos tira as verdades. Que medo pensar assim, num vazio total.
O mar, a água que bom. Entrar no som das ondas e remar até sentir Marrocos. Olhar para a frente e ver as nuvens que não existem no céu. Estamos em Julho e por aqui a estas horas está tanto frio como se fosse inverno calmo. Humidade fria nas janelas verdes, tudo a condizer com o ambiente que se vive, frio. Em nós, neste momento seria um sonho, não consigo e ninguém me pode obrigar. Sinto que tem de existir, mas nem consigo pensar de uma forma racional. Entro muda e saio calada quando me choco com a banalidade. E vejo o meu livro perdido nas páginas quando ao mesmo tempo, estou a espirrar. E agora o telefone caiu dentro do aquário, enquanto todos os peixes morrem, as algas aplaudem.
Como durmo, de barriga para baixo ou de barriga para cima. Nem me lembro, só sei que deixei todo o meu ambiente ligado. Agora sou-a a maresia de bolor. Quando olho para o frigorífico e vejo leite de soja, tenho vontade de beber e ao mesmo tempo de o vomitar. Canecas grandes, verdes, cheias de vitaminas para sobreviver á guerra.
As minhas melhores inimigas são as pastilhas elásticas e por incrível que pareça hoje já lá vão seis. Um número pequeno para tanto mal.
Ai e falamos ao telefone horas e horas a discutir o que não tem assunto ou solução. Ambas sabemos que é tudo irreal para o nosso mundo tão pequeno do prato de comida ou de um sorriso querido. Apetecia-me estar a passar na rua a atirar-me a uma velhota para a abraçar. Queria tanto ir na avenida. Afluência de retratos foi sempre uma bonita escolha para resistir á sede de rir. E mostrar os retratos foi sempre uma bonita escolha para fugir ao chorar. A chuva molhava me o rosto quando era inverno e o meu guarda chuva se partia. Que bom sonhar com água na cara.
E no fim deste discurso reparo na quantidade de vezes que eu refiro a água, sempre pelo lado positivo. Uma directa em vão do reflectir.
E a luz da lua mostra-me a água brilhante. A lua brilha. Só quero ver brilho aqui e ali.
O meu respirar á azedo de tanto melão com de açúcar.
Aqui são 3.39 da manhã e aqui estou com o sono disperso da minha necessidade de descanso. Parece-me que esta noite fico pelo sofá, mas depois penso no edredon e vou para o meu vale dos lençóis. Embora não pareça já lá estou.

4 de julho de 2009

Uma Ponte Sobre o Tejo

O meu cansaço é tanto que não te consigo ajudar. Quero-te te dar a mão e sorrir contigo, mas não tenho força.
O meu cansaço é tanto que não tenho fome. Bebo água e alimento-me de café!
O meu cansaço é tanto que chego a não ter sono.
Quando vou sobre carris ainda tenho força para ouvir música.
O meu cansaço é tanto que chego ao ponto de estar ao telemóvel e dizer que estou a ficar sem energia, não consigo mais.
O meu cansaço é tanto que precisava de dormir.
Mãe, tens razão quando dizes que a minha voz está cansada e que eu nem tenho tempo para dormir.!!!
O meu cansaço é tanto que eu cheguei a desejar ficar uma noite toda a ensaiar!
O meu cansaço é tanto que nem quero falar com ninguém.
E por vezes todo este cansaço se transforma em tristeza, desespero e bruteza!
Não te quero ver assim, mas gosto quando ages á tua maneira, força a nós!
Olha desculpa a ti, porque me compreendes!

2 de julho de 2009

Dias de não se poder sair de casa.

Existem mesmo dias em que não devemos sair de casa, nem sequer da cama.
E hoje foi um dia desses.
Que desastre, de manhã á noite.
Só atrasos, por causa da treta dos comboios e dos bilhetes e das filas.
Só discussões devido ao atraso.
Só comentários por se fechar os olhos por dois minutos.
Só tempo perdido, devido aos intervalos de horas!
Só visões que não gostava de ter.
Só boa energia devido á noite.
Só dores de bexiga.
Só dores de dentes.
Socorro, que dia distraído e desatinado, sem jeito.

29 de junho de 2009

Aventura

A rotina de vida que estou a ter neste momento. Tec/Casa.
Apetecia-me cantar mais e falar menos, durante as horitas que estamos em trabalho acontecem novas trocas de palavras, novas discussões, novas incertezas e mais objectivos.
Vida agitada no teatro.
Mas por vezes queremos viver em busca de uma aventura que nos ajude a descomprimir este stress todo do mundo do artista e da arte.
E que bom que era, ir para o destino de sonho, apanhar com a neve na cara!
Ir á deriva por aí.
Ou agarrar em alguém e rir e gargalhar como se não houvesse amanhã.
Deixar de pensar no passado e viver o futuro. Rir rir e rir.
Ainda que fazemos o que gostamos. Sem isso a vida seria uma morte, para mim.
Impensável pensar que alguma vez me desligaria da arte.
Bom, continuando a rotina desejada e procurando uma futura aventura para um presente próximo. Cumprimentos a quem também quer aventurar!

27 de junho de 2009

Folarinha

Minha Querida Folarinha Escrevo Para Ti, Porque Assim Me Chamas Tu!
Esses tempos de folar já passaram, agora bebe-se água e mais água.
Estamos com rigor. Oh minha folara ou folarona gosto tanto de ti. Somos tão folarinhas!
Ai que bom! E geladar ainda era melhor. E bolar ainda melhor, mas pior.
Oh folara para que somos nós tão correctas com a vida? Ao ponto de não querer ficar com o buraco do brinco da orelha rasgado, como já está o meu....
Oh folarona gosto tanto do nosso comportamento, parecemos duas crianças infantis bem comportadinhas, com medo que venha o superior ralhar conosco. Mas na verdade nós temos é uma formação que ganha a tudo e todos.
Porque os nossos papás assim nos criaram.
Ai jesus, a falar dos nossos papás como se fossemos as tais crianças.
E no fundo somos. Quando estamos para aparvalhar parecemos umas bebés só ás gargalhadas e a dizer maluqueiras!
Oh que belos dezanove e quarenta euros!
São tão diferentes e tão valiosos.
Os nossos perfumes mais comuns são o cheiro a velas, o cheiro a flores e o cheiro a rosmaninho queimado.
Mas que sensíveis ao mundo de lá.
Este por aqui é tão cruel que até nascem pastéis de nata por todo o lado.
E mais umas das facetas do nosso folar é fotografar. A pancada das fotografias é muito engraçada, principalmente quando as folarinhas ou folaras ou folaronas não têm nenhuma fotografia de jeito. Não vale a pena tentar. Achamos impossível. Definimos como um desafio para as doceiras.
Olha, não queres ir comer.......ai........um copo de água»?
Bessinho, Bricinho, Abraço, Kisses, Mãozinhas e Sorrisos só para TU.

24 de junho de 2009

o Aeroporto da cidade desconhecida

Encontrei uma mala cheia de magia no meio do aeroporto do meu destino de sonho.
A aventura, o desconhecido.
Aqui dentro estava um retrato teu, vindo da Indonésia quando tinhas dois anitos e vivias lá. Assim me deixo consumir pelo telefone. Não quero compactuar com a conversa absurda do prazer de ouvir. Não gosto de viajar sem sentir, nem ver.
Cheguei a Praga e estava um calor de morte, mas na minha mala só tinha levado roupa bem quente, devido ás informações falsas segundo a Internet. Vivi aquela semana numa aventura conjunta.
Depois cheguei a Marrocos e passei uma fome impressionante.
A seguir dirigi-me a Barcelona. Andei pelas Ramblas cantando as Janeiras!
Mais tarde, passados uns dias, o tempo suficiente para visitar as obras do Gaudi e do Milá, fui para Londres.
Ai que cidade escura. Vive bem, na casa da senhora Ascenção. Uma portuguesa transformada numa londrina.
Que bela rotina que se criou por esta terra. Conheci um intelectual que corria todos os dias pela rua da minha casa. Meti-me com ele e a minha alma foi violada até aos limites. Tremi de medo de tanta impureza e de tanta merda saída de uma boca só.
Passada esta cidade negra rumei a Sevilha. Viva a Espanha. Queridas músicas que me alegraram nas ruas espanholas. Belas tapas comidas a duzentos á hora.
Depois de ter dançado as sevilhanas fui até á Tailândia, um destino de sonho, mas para mim foi um terror. Passei os dias de maior fome que já alguma vez passei. Recusei-me a comer sopa de água com ervas, mais baratas fritas e mais e mais.
Passados dois quilos perdidos fui a Paris. Cidade gira, de sonho do amor, mas infelizmente pregou-me um grande desgosto. Tirei mais de mil fotografias, para chegar ao ultimo dia de viagem, a sair do hotel e ligar a máquina para ver que não restava nem uma fotografia, a tecnologia também tem os seus contras!
Cheguei a New York City.
Agora sim cheguei ao local perfeito. Aterrei no meu destino. Agora vou ficar por aqui até morrer.
Que local de sonho. O meu hotel Pensylvania, situado a dez metros de distância da Broadway. Vi o Chicago e os Producers.
Óptima vida, agitada como eu. Durante a noite as sirenes não descansam. Uma agitação de táxis amarelos que me fazem viver a realidade num filme da vida do dia a dia. E ao fim de cinco dias tive de me despedir, para mais tarde regressar. Esta é a minha cidade. Vai ser o meu local de residência. O meu sonho de vida. O meu Macy's. ah que bom!
O banho de luxúria!
Minha querida New York.

A Casa do Castelo da Rainha da Lota


A casa do Castelo foi inventada pela rainha da Lota.
Sempre a conheci como a casa dos meus não sonhos. Perto do beliche.
Uma passadeira vermelha para receber os donos da casa, lá existe além de todos os compartimentos normais de uma casa, uma garagem misteriosa.
Esta garagem nasceu há dezanove anos.
Viveu sempre atulhada de montanhas de coisas, desde bicicletas, carros, trotinetes, molas, roupas, cordas, ferramentas, escadotes, lenha, grades e janelas.
Os hóspedes deste pequenino castelo viveram sempre lá, usando apenas a garagem como um local de passagem. Mas passados dezanove anos a garagem mudou de vida. Agora, durante ou quase durante todos os dias e todas as noites ela ganha vida. Dizem os habitantes que durante as 24 horas do dia sentem vida subterrânea. Dizem ouvir móveis a serem arrastados! Isto é um mistério chamado o outro lado da vida.
São os outros habitantes do outro lado da vida que tentam interagir com este nosso mundo.
E que podem os habitantes fazer?
Ignorar os espíritos
ou
tentar interpretar os sinais?

17 de junho de 2009

Até sempre num nunca mais.

Assim me despedi de si, com todas as minhas forças, porque parecendo que não eu já sabia o que ia acontecer.
Foi interrompido no caminho da vida, porque é esta a lei. E eu fui ao seu encontro em vida.
Sentia que me tinha de despedir de si. E com calma lhe dei a minha mão e lhe fiz festinhas pelas zonas doridas. Fui correspondida com um sorriso entramelado. E com um aperto na minha mão quando eu dizia está a sentir a minha mão.
Consegui um sorriso seu, um aperto de mão, uma respiração ofegante, uns olhos vermelhos e um acenar de mão dizendo adeus.
E eu disse para mim adeus até sempre.
Tive ali a certeza de que se despia de mim.
Foi um adeus calmo, sem sofrimento.
Tenho a certeza que se vai juntar aqueles que nós sabemos quem são. Só eles o poderão ajudar. Espero que não se prenda aqui, a nós. Choro por si.
Porque apesar de tudo era meu "avô". Meu casal querido, agora desmembrado.
Ainda á cerca de três semanas estávamos sentados de sala, a vê-lo almoçar a sua pescada cozida com feijão verde.
Os pequenos prazeres da vida, já foram vividos. Agora é repousar onde encontrar lugar.
Lutámos por si, mas a vida é assim.
Choro por si.
Porque o perdi para sempre. Agora só presenciarei uma lápide inscrita com palavras de paz e amizade.
Ao seu lado estão certas almas que o levaram para o além.
Não devo chorar. Nem rir.
Devo estar impávida, calma ao processo natural da vida.
O seu carro verde, as suas casas da horta pegadas ás minhas e o seu bobi ainda hoje relembrado.
Querido companheiro, foi porque Deus quis assim.
Prometo estar sempre presente em si.
Mais um anjo da guarda para mim.
Obrigada pelos sorrisos que me deu.
Fico perdida quando desaparecem estas minhas bases de vida, desde que nasci que as tenho e depois de um momento para o outro roubam-mas.
Avó Velhinha, Avô, Pai, Avó, Tia Rita, Tia Maria Luísa, Primo Álvaro (avô) .... por quem chamo eu?
Vejo que ao longo da minha vida vou ficando cada vez mais sozinha por aqui.
Sem saber a quem me agarrar.
É muito injusto.
Ser sensível é doloroso.
Sofrer por os que nos são queridos.
A minha consciência tranquila porque sempre lhes dei todo a minha devoção.
Nunca os desprezei. Sempre os adorei e adoro.
Idolatro com minhas estrelas que são. Os meus guias.
E perder assim mais um elemento é descontrolante.
Mas como sempre eu sou o pilar.

Retrato

Porque tirar fotografias é o meu lema de vida. Dizer sim a um rosto perdido e tentar retratar a sua perdição. Conseguir alcançar aquele prazer que se pode atingir. Agarrar na tua mão e sentir o clique do botão a disparar. A dispultar em mim um gosto pelo retrato do momento. Os teus olhos rubros peregrinos roubaram a atenção da minha objectiva. Assim retratos e mais retratos perdidos por uma simples tecnologia. Fotografei deste um chão velho até ao mundo gastronómico da Tailândia. E neste momento receio por todos os retratos. Que belos momentos os meus com a minha companheira olympus. Enfim mais virão. Vai um retrato? Peregrina de mim.

14 de junho de 2009

As Feveras


Por aqui pairam as feveras. Sentadas numa relva cagada, aqui estamos nós o trio da pureza matinal, tardia e nocturna. Sempre a sorrir, com gotas pelo meio. Ai tanta pelingrafia. As três artistas da vida fotografada. Vamos geladar? Em sonhos. Boa viagem.

10 de junho de 2009

Obrigações do paizinho

Vou-me inspirar nas obrigações do paizinho para escrever ou pensar sobre o lema de vida que levamos por esta terra.
Portanto vistas bem as coisas temos de abdicar das mais pequenas banalidades que gostamos para realizarmos algo por obrigação.
Obrigam-nos a não sermos felizes. A não gozar o que nos dá gozo.
Meus caros estamos a sobrevoar um mundo de escravidão. Onde o importante é fazer por obrigação e não porque queremos.
O universo injusto das economias.
---Vai cavar a terra para Melgaço! » eu não quero ir, mas preciso de ter as minhas economias, logo sou obrigado a ficar calado, a cavar sem reclamar do descontentamento.
No meio desta vergonha toda de mandatos inconscientes ainda retiro o bom. A grande telepatia que se cria com os que nos rodeiam.
E o paizinho é um deles.
Nunca nos perdemos. A nossa telepatia está sempre presente.

9 de junho de 2009

Varanda das memórias

Na varanda as memórias estendidas. A secar. O vento é pouco. As memórias não passam, são efectivas em mim.
Olho para lá e vejo cinzento. Um percurso escuro a percorrer. Com palavras rugosas.
As mentes que eu causo.
As lanternas onde as palavras que eu profiro se apagam.
Discussão em vão. Usar argumentos de água para com a Terra não leva a lado nenhum.
Ser indiferente á trovoada e ser sensível aos relâmpagos.
Cai granizo pela chaminé, mesmo no sitio onde as andorinhas constróiem os seus ninhos.
A imagem de pureza que hoje não existe.
Até ao tempo certo teremos mais um passarinho.