24 de junho de 2009

A Casa do Castelo da Rainha da Lota


A casa do Castelo foi inventada pela rainha da Lota.
Sempre a conheci como a casa dos meus não sonhos. Perto do beliche.
Uma passadeira vermelha para receber os donos da casa, lá existe além de todos os compartimentos normais de uma casa, uma garagem misteriosa.
Esta garagem nasceu há dezanove anos.
Viveu sempre atulhada de montanhas de coisas, desde bicicletas, carros, trotinetes, molas, roupas, cordas, ferramentas, escadotes, lenha, grades e janelas.
Os hóspedes deste pequenino castelo viveram sempre lá, usando apenas a garagem como um local de passagem. Mas passados dezanove anos a garagem mudou de vida. Agora, durante ou quase durante todos os dias e todas as noites ela ganha vida. Dizem os habitantes que durante as 24 horas do dia sentem vida subterrânea. Dizem ouvir móveis a serem arrastados! Isto é um mistério chamado o outro lado da vida.
São os outros habitantes do outro lado da vida que tentam interagir com este nosso mundo.
E que podem os habitantes fazer?
Ignorar os espíritos
ou
tentar interpretar os sinais?

17 de junho de 2009

Até sempre num nunca mais.

Assim me despedi de si, com todas as minhas forças, porque parecendo que não eu já sabia o que ia acontecer.
Foi interrompido no caminho da vida, porque é esta a lei. E eu fui ao seu encontro em vida.
Sentia que me tinha de despedir de si. E com calma lhe dei a minha mão e lhe fiz festinhas pelas zonas doridas. Fui correspondida com um sorriso entramelado. E com um aperto na minha mão quando eu dizia está a sentir a minha mão.
Consegui um sorriso seu, um aperto de mão, uma respiração ofegante, uns olhos vermelhos e um acenar de mão dizendo adeus.
E eu disse para mim adeus até sempre.
Tive ali a certeza de que se despia de mim.
Foi um adeus calmo, sem sofrimento.
Tenho a certeza que se vai juntar aqueles que nós sabemos quem são. Só eles o poderão ajudar. Espero que não se prenda aqui, a nós. Choro por si.
Porque apesar de tudo era meu "avô". Meu casal querido, agora desmembrado.
Ainda á cerca de três semanas estávamos sentados de sala, a vê-lo almoçar a sua pescada cozida com feijão verde.
Os pequenos prazeres da vida, já foram vividos. Agora é repousar onde encontrar lugar.
Lutámos por si, mas a vida é assim.
Choro por si.
Porque o perdi para sempre. Agora só presenciarei uma lápide inscrita com palavras de paz e amizade.
Ao seu lado estão certas almas que o levaram para o além.
Não devo chorar. Nem rir.
Devo estar impávida, calma ao processo natural da vida.
O seu carro verde, as suas casas da horta pegadas ás minhas e o seu bobi ainda hoje relembrado.
Querido companheiro, foi porque Deus quis assim.
Prometo estar sempre presente em si.
Mais um anjo da guarda para mim.
Obrigada pelos sorrisos que me deu.
Fico perdida quando desaparecem estas minhas bases de vida, desde que nasci que as tenho e depois de um momento para o outro roubam-mas.
Avó Velhinha, Avô, Pai, Avó, Tia Rita, Tia Maria Luísa, Primo Álvaro (avô) .... por quem chamo eu?
Vejo que ao longo da minha vida vou ficando cada vez mais sozinha por aqui.
Sem saber a quem me agarrar.
É muito injusto.
Ser sensível é doloroso.
Sofrer por os que nos são queridos.
A minha consciência tranquila porque sempre lhes dei todo a minha devoção.
Nunca os desprezei. Sempre os adorei e adoro.
Idolatro com minhas estrelas que são. Os meus guias.
E perder assim mais um elemento é descontrolante.
Mas como sempre eu sou o pilar.

Retrato

Porque tirar fotografias é o meu lema de vida. Dizer sim a um rosto perdido e tentar retratar a sua perdição. Conseguir alcançar aquele prazer que se pode atingir. Agarrar na tua mão e sentir o clique do botão a disparar. A dispultar em mim um gosto pelo retrato do momento. Os teus olhos rubros peregrinos roubaram a atenção da minha objectiva. Assim retratos e mais retratos perdidos por uma simples tecnologia. Fotografei deste um chão velho até ao mundo gastronómico da Tailândia. E neste momento receio por todos os retratos. Que belos momentos os meus com a minha companheira olympus. Enfim mais virão. Vai um retrato? Peregrina de mim.

14 de junho de 2009

As Feveras


Por aqui pairam as feveras. Sentadas numa relva cagada, aqui estamos nós o trio da pureza matinal, tardia e nocturna. Sempre a sorrir, com gotas pelo meio. Ai tanta pelingrafia. As três artistas da vida fotografada. Vamos geladar? Em sonhos. Boa viagem.

10 de junho de 2009

Obrigações do paizinho

Vou-me inspirar nas obrigações do paizinho para escrever ou pensar sobre o lema de vida que levamos por esta terra.
Portanto vistas bem as coisas temos de abdicar das mais pequenas banalidades que gostamos para realizarmos algo por obrigação.
Obrigam-nos a não sermos felizes. A não gozar o que nos dá gozo.
Meus caros estamos a sobrevoar um mundo de escravidão. Onde o importante é fazer por obrigação e não porque queremos.
O universo injusto das economias.
---Vai cavar a terra para Melgaço! » eu não quero ir, mas preciso de ter as minhas economias, logo sou obrigado a ficar calado, a cavar sem reclamar do descontentamento.
No meio desta vergonha toda de mandatos inconscientes ainda retiro o bom. A grande telepatia que se cria com os que nos rodeiam.
E o paizinho é um deles.
Nunca nos perdemos. A nossa telepatia está sempre presente.

9 de junho de 2009

Varanda das memórias

Na varanda as memórias estendidas. A secar. O vento é pouco. As memórias não passam, são efectivas em mim.
Olho para lá e vejo cinzento. Um percurso escuro a percorrer. Com palavras rugosas.
As mentes que eu causo.
As lanternas onde as palavras que eu profiro se apagam.
Discussão em vão. Usar argumentos de água para com a Terra não leva a lado nenhum.
Ser indiferente á trovoada e ser sensível aos relâmpagos.
Cai granizo pela chaminé, mesmo no sitio onde as andorinhas constróiem os seus ninhos.
A imagem de pureza que hoje não existe.
Até ao tempo certo teremos mais um passarinho.

6 de junho de 2009

Ouvi...fui...assustei-me...dei.

Ouvi dizer que o sol se escondia
Por isso, hoje vi nuvens
Mas amanhã quero ver uma visão escolhida

Fui ao lago
Estava calor
E vi uma cara que só tinha um lado

Assustei-me e gritei
Olhei para o chão
Pedi socorro e gritei

Dei uma mão
Deram-me outra
E fiquei desejosa de ambição

3 de junho de 2009

Imagens vividas

Quando te imaginei no mar, vi-te afogado num pranto descomunal, sem qualquer tipo de retorno ao passado vivido. Saíste do teu lar para nunca mais regressar. Choro por ti, sorri-o por ti.
Lembras te daquele chão transparente, um falso chão uma incógnita para as certezas. 
Agora recordo a nossa audição, que agradável sentir que estou perto. Botões pretos que não conseguem dar a volta. Trabalho para tentar viver. A inutilidade do sofrimento, esta é uma boa questão para quem não quer ser abraçado. Sofrer por apetite ou sofrer por desgosto. Prefiro lacrimejar por apetite. 
O labirinto das lágrimas é muito longo, tem muitas curvas e não encontro o caminho para tentar sair desta verdura toda, estas folhas esvoaçantes dão fim ao vento inquieto. 
Sinto o outro lado da vida no meio da rua, a tentar entrar nos meus sentidos. Que bom o nosso abraço. Que mau o nosso adeus.
A crueldade vista dos meus olhos. A amizade vista do meu coração. A realidade vista da minha água. 
Assim criamos as sementes da terra do nunca.

Agenda Teatral Eptc

"Um Pedido de Casamento" 
Dia 6 de Junho- ás 16, na eptc
Elenco: Ana Lopes Gomes, Ruben Lima e Filipe Ferreira.
Apoios: Prof. Lucília São Lourenço, Prof. Helena Vascon e Prof. João Vasco.

26 de maio de 2009

fumo consumido, não apagado.

e se com um dedo eu apagasse uma chama de uma vela que não quer ser apagada.
queimava-me e ela continuava impune á minha angústia.
cada vez se acende mais, cada vez cresce mais.
para cima, irrequieta.
assim é a minha chama branca.
num prato espelhado.
assim te vejo alumiado.
se calhar fiz com que o vento entrasse.
mas ele não quis.
e tu continuas por aqui.
acompanhando este ser perdido pela revolta nervosa da angustia do arder por ambição.

24 de maio de 2009

mais uma se tornou corrupta por obrigação

Aconteceu quando

Ela queria a salvação
E no meio da rua perdeu o EU.


Sentou-se num barco
Esperou por auxílio
Até que chegou uma alma vinda do exílio


Obrigada disse ela
Quando foi levada
Para longe do mundo cruel
Onde ela foi despida para se libertar


Caminhou, andou, correu

Abriu a boca
Para gritar
E ao mesmo tempo
Cala-te: disse eu


É tão bom ajudar
Quando podemos
Quando não nos falta
O ar


Vou á praia
Vejo o mar
E encontro-te a ti
Sempre presente
Em mim


Um dia mostro-te
Uma vela branca
Aquela que te acompanha
Juro que não te apagarás


Sais do teu além
Para comunicares
Obrigada
Por seres como eu sou


Vou a correr
Para junto do nosso comum
Precisa de ajuda
Eu elimino o sofrimento
Ambos sorrimos


Claro que a relva do jardim
Te faz muito feliz
Sem ela
Não confiavas em mim


O outro lado do mundo
Mais
A violência deste.

21 de maio de 2009

Blog da Dalila Carmo

Estou a criar um blog em homenagem á nossa actriz Dalila Carmo.
Venham ver e comentar http://adalilacarmo.blogspot.com

Espero que gostem.

11 de maio de 2009

injustiça

Se eu tentasse salvar o mundo da corrupção divina de todos, será que conseguia?
Fui introduzida num mundo injusto.
Fazer por obrigação, porquê?
A injustiça do desaparecimento. Uma passadeira pode trazer um abraço a uma pessoa.
Se tivermos sempre alguém que nos dê um abraço e se olharmos para os outros todos que não têm, conseguíamos distinguir que somos uns privilegiados da comunidade.
Sermos bons, serve para nos cortarem a bondade com a mágoa.
Sofrer por não poder ajudar mais. Não é necessário viver assim, o mundo obriga.
As leis foram feitas para serem cumpridas, mas por vezes não são correctas.

8 de maio de 2009

Auto Lavabos

Realmente só a nós. Depois de um atendimento tão delicado chegámos ao meio do mundo para furarmos um pneu e esperarmos pelo atado durante uma hora e quarenta minutos, acompanhadas pelo caro e vedeta Morais. Oh minha amiga!
Depois passadas algumas voltas no mesmo sentido sem saída cheguei ao meu posto e comi água.
Mais tarde abri os textos e eles já cá não estavam. Agora recomeço tudo de novo. Que agradável. Trinta e um minutos de conversa de celular, ai as minhas e as tuas radiações. Já fiz a mala. Amanhã rumo para outro destino e prometo levar o lavabos comigo. Sempre com assistência em viagens. Vai uma pastilha elástica? Já cá está. Continuando o nosso trabalhão...... 
E vivi em Paris e vi a princesa Diana e....pois é isso mesmo que me faz mal, mas eu não digo nada. São colegas? Ai que giro. Grande aperto de mão. Obrigado ao moço do macaco torto.
 

5 de maio de 2009

Carãn





Minha Carãn hoje és tu quem vai receber o maior abraço. 
És especial porque assim me fizeste acreditar. 
O banal dos parabéns é só uma mera saudação neste teu dia.
Espero que te seja um dia agradável e que ainda apagues muitas velas nos vários bolo de anos.
Jovem de idade e igualmente de espírito.
Um kiss à Carãn